A Comissão de Mercado e Valores Mobiliários decidiu prorrogar o prazo da oferta pública de aquisição da Fidelidade sobre a Espírito Santo Saúde.

A decisão foi comunicada ao mercado através do site do regulador, que acrescenta que as aceitações da OPA podem ser revogadas até ao último dia do período da oferta.

«O apuramento dos resultados será efetuado em sessão especial de bolsa da Euronext Lisbon, que se estima venha a ocorrer em 15 de outubro de 2014», conclui o comunicado.

A decisão da CMVM volta a pôr a Fidelidade na corrida. Recorde-se que o prazo da OPA da seguradora detida pelos chineses da Fosun terminava esta sexta-feira, mas dizem as regras que a última revisão da oferta tem de ser feita cinco dias antes de terminar o prazo da OPA. Ora a oferta de aquisição fora do mercado feita pela UnitedHealth quando faltavam quatro dias para terminar o prazo, deixando a Fidelidade de mãos atadas.

Os americanos ofereceram cinco euros por ação para deter 51% da Espírito Santo Saúde. Mas também têm que lançar uma OPA, já que uma empresa que tente fazer uma aquisição de mais de 33% do capital de outra tem obrigatoriamente de lançar uma oferta pública de aquisição.

Resta saber se a Fidelidade, que tinha revisto a sua contrapartida para 4,82 euros por ação, vai voltar a rever a oferta.

Os mexicanos Ángeles foram o primeiro grupo a lançar a OPA, a 19 de agosto, estabelecendo o preço de 4,35 euros por ação. Um mês depois, a 19 de setembro, o grupo retificou o valor da oferta para 4,50 por ação, depois de o grupo José de Mello Saúde ter entrado na corrida e oferecer 4,40 euros por ação, no dia 11 de setembro.

No dia 23 de setembro foi a vez da Fidelidade lançar uma OPA sobre a Espírito Santo Saúde, oferecendo 4,72 euros por ação, mas aquando do registo da oferta, a contrapartida foi revista em alta para os 4,82 euros.

Dois dias depois, a 25 de setembro, a José de Mello Saúde anunciou que desistia da OPA, mas que continua interessado na área da saúde do grupo Espírito Santo. No dia 30 foi a vez dos mexicanos comunicarem à CMVM que desistiam da oferta sobre a Esprito Santo Saúde.