A reestruturação do grupo La Caixa, que começou em 2007, deverá terminar em abril com a criação da Fundação Bancária La Caixa, que terá fundos próprios de 5.865 milhões de euros, disse esta quinta-feira o conselheiro delegado da entidade.

Em conferência de imprensa em Barcelona - para apresentação dos resultados do primeiro trimestre e antes da assembleia-geral de acionistas -, Joan Maria Nin adiantou que a nova fundação bancária ficará responsável por toda a obra social da entidade com sede na Catalunha.

Termina assim, explicou, a mudança do grupo depois do processo de saída de bolsa da marca Criteria e, posteriormente, da criação do CaixaBank e ainda do processo de aquisição do Banca Cívica e do Banco de Valência.

«Será a primeira fundação bancária da Zona Euro, incorporando os ativos da atual fundação do grupo, e separando, a favor da Criteria, de que será proprietária, todos os ativos e passivos não relacionados com a obra social da entidade catalã», explicou.

Na nova estrutura, a Criteria, que tem fundos próprios de 16,5 mil milhões de euros, será proprietária da carteira bancária que inclui o controlo de 55,9% do CaixaBank ¿ que, por sua vez, controla 42,6% do BPI.

Controlará ainda uma carteira industrial e imobiliária de 8,9 mil milhões de euros - incluindo participações na Gas Natural Fenosa, na Abertis e na Saba - e uma dívida no valor de 6,3 mil milhões de euros.

No encontro com os jornalistas, para apresentação de resultados trimestrais, Nin destacou o facto de o CaixaBank estar preparado para culminar o Plano Estratégico 2011-2014, «melhorando a rentabilidade e eficiência e mantendo a liderança no mercado espanhol».

No primeiro trimestre, o CaixaBank, que controla 40% do BPI, obteve lucros de 152 milhões de euros, menos 54,6% do que em igual período de 2013, apesar de melhorar todas as margens.

Para Joan Maria Nin, os resultados demonstram «um regresso gradual à normalidade depois dos processos de integração» realizados nos últimos anos, com crescente «solidez no negócio bancário».

«Tudo o que é gestão de recursos de clientes cresce de uma forma muito satisfatória», disse, destacando que o processo de desalavancagem mantém-se embora a um ritmo menor.