O ministro das Finanças, Mário Centeno, considerou esta sexta-feira que a atividade desenvolvida pela banca espanhola no mercado português é positiva, mas que as instituições se devem adaptar às características do país.

"Apreciamos o papel ativo que a banca espanhola desempenha em Portugal, ciente que se devem adaptar aos requisitos próprios do nosso mercado", lançou o governante durante um almoço de empresários promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, num hotel em Lisboa.

De acordo com a Lusa, Mário Centeno disse que é desejável que os setores bancários português e espanhol "se estabilizem e reforcem", deixando votos para que haja um aprofundamento da União Económica e Monetária.

"Os problemas com que nos deparamos a nível nacional nesta área só poderão ser resolvidos no seio da União Europeia. Portugal e Espanha vão continuar a trabalhar para que a União Europeia seja mais coesa e sólida", afirmou.

Este encontro juntou cerca de 250 personalidades das mais diversas áreas, entre as quais se encontravam alguns líderes de instituições bancárias.

Nuno Amado, presidente do BCP, Luís Castro e Almeida, líder do BBVA Portugal, António Vieira Monteiro, que lidera a equipa de gestão do Banco Santander Totta estiveram presentes, apesar de tanto Nuno Amado como Vieira Monteiro se terem escusado a prestar declarações aos jornalistas antes do início do almoço.

O Santander Totta adquiriu no final do ano passado o Banif, no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco fundado por Horácio Roque pelo Banco de Portugal, e esteve na corrida à compra do Novo Banco (o banco de transição resultante da intervenção pública no ex-BES em agosto de 2014) no primeiro processo de venda, que foi suspenso, mas que, entretanto, já foi relançado pelo regulador bancário.