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Espanha demorará mais 6 anos a cumprir défice

FMI melhora previsões para 2012 e 2013, mas não considera possível uma redução do défice para 3%, como exige Bruxelas, pelo menos até 2018

Por: Redacção / JF    |   2012-04-17 18:38

O executivo de Rajoy não conseguirá chegar às metas exigidas nem 2014, 2015, 2016 ou 2017, quando o défice irá rondar os 4,1%, segundo as previsões que o Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de publicar no «Fiscal Monitor» e analisadas pelo jornal «Expansión».

Para 2012, o valor do défice cifrar-se-á em 5,8%, e depois de o Governo ter pedido a Bruxelas para flexibilizar a meta do défice, antes situada em 4,4%.

Em 2013 algo muito similar deverá acontecer: o fundo acredita que o défice cairá para 5,7%, sem chegar à meta da Comissão Europeia, nem cumprindo o Pacto de Estabilidade Europeu, o que poderá acarretar para Espanha um duro golpe na sua credibilidade internacional.

O problema é que a partir de 2014 a situação não melhora: aí o défice será de 5,2%, longe dos 4,1% que se augurava. Em 2015, será de 3,8%. E em 2017, o último ano estudado, cairá para 4,1%. Portanto, a meta dos 3%, a chegar, demorará seis anos.

Na conferência de imprensa em Washington, que se seguiu à apresentação das projeções económicas de primavera do FMI, divulgadas no mesmo dia do «Fiscal Monitor», Decressin afirmou que «a Espanha precisa de um ajustamento orçamental». «Creio que o Governo encontrou um equilíbrio correto entre as políticas para o crescimento e a consolidação orçamental».

O funcionário do FMI acrescentou contudo que o Executivo «vai ter de fazer alguma coisa para reformar o mercado laboral».

Os dados divulgados são especialmente negativos no que toca ao desemprego, com o FMI a prever que Espanha termine o ano com 24,2 por cento de desempregados (eram 21,9 por cento no final de 2011), valor que cairá para 23,9 por cento em 2013.

Segundo o FMI, este ano a economia espanhola recuará mais 0,2 pontos do que inicialmente previsto para -1,8 por cento, com a recuperação em 2013 a ser de apenas 0,1 por cento (abaixo dos 0,4 previstos em janeiro).

Ainda esta terça-feira, o ministro das Finanças alemão veio defender que Madrid não precisa de um resgate e sim de tempo para aplicar as medidas e reformas que vão tirá-la da crise. «As decisões tomadas pelo governo espanhol, cmo a redução do défice orçamental em 2012, merecem realmente respeito e apoio», afirmou Wolfgang Schauble numa entrevista à Reuters.

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