O escândalo com motores a gasóleo do grupo Volkswagen trará alterações ao mercado, acelerando a introdução de combustíveis alternativos, defendeu esta segunda-feira o presidente da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO).

"Começa a haver uma campanha contra o ‘diesel', que pode vir a ter influência e vir a reequilibrar o mercado do gasóleo e da gasolina", sustentou António Comprido, na conferência "Mercado de Combustíveis em Portugal", em Lisboa.

"Seria ingénuo se dissesse que ninguém vai ligar" ao caso da manipulação dos testes a emissões poluentes de viaturas equipadas com motores a gasóleo do grupo Volkswagen, disse depois aos jornalistas, considerando que "irá acelerar a introdução de combustíveis alternativos".

O porta-voz das petrolíferas antecipou ainda para 2016 a continuação da recuperação do consumo de combustíveis em Portugal e a continuação de ganho de quota de mercado do GPL.

A 18 de setembro, foram conhecidos publicamente os resultados de testes a emissões poluentes de viaturas equipadas com motores a gasóleo do grupo Volkswagen, relativamente às marcas Volkswagen, Audi, Seat e Sköda, Concluiu-se pela existência de viaturas equipadas com um dispositivo que permite a manipulação de informação relativa a emissões poluentes.

O grupo alemão admitiu a existência de 11 milhões de carros nestas circunstâncias. Com o escândalo, a VW cortou 1.000 milhões de euros de investimento em 2016, preparando-se para uma "época de incerteza"

Os veículos afetados em Portugal pela fraude cometida pelo grupo Volkswagen são 125.491, sendo 102.140 mil das marcas Volkswagen, Audi e Skoda e mais 23.351 da marca Seat.

Recorde-se que o grupo Volkswagen detém em Portugal a fábrica da Autoeuropa.