A consulta pública conjunta da Autoridade das Comunicações (Anacom) e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre a televisão digital terrestre (TDT) vai arrancar em janeiro, disse esta terça-feira a presidente do regulador das telecomunicações.

Fátima Barros, que falava num encontro com jornalistas, em Lisboa, disse que a Anacom e a ERC estão a reunir informação para avançar com a consulta pública sobre a TDT «a partir de janeiro».

O objetivo é saber o que o mercado pensa sobre o futuro da TDT, entre os quais se há interesse em aumentar a oferta dos canais e investidores para o efeito.

Questionada quando serão conhecidos os resultados desta consulta pública, a presidente da Anacom adiantou que tal deverá acontecer «durante o primeiro trimestre» do próximo ano.

Desde a sua introdução que a TDT tem sido um tema polémico, não só por causa de problemas técnicos, mas também por a oferta ser igual ao da televisão analógica, com quatro canais.

A gestão da rede da TDT é feita pela Portugal Telecom (PT).

Com o objetivo de monitorizar o desempenho da TDT, a Anacom vai avançar com um total de 400 sondas em determinadas zonas do país até final do próximo verão para «fazer uma medição contínua» sobre o sinal.

A fase piloto arranca até final de dezembro, com quatro sondas, de acordo com o regulador, que se escusou a avançar com a localização dos mesmos.

De acordo com o administrador da Anacom José Perdigoto, atualmente o regulador recebe entre 200 a 300 reclamações mensais sobre a TDT, embora «entre 10% a 15% sejam pedidos de informação».

Questionada sobre o processo colocado pela associação para a defesa do consumidor (DECO) contra a Anacom pelas falhas na migração da televisão analógica para a TDT, Fátima Barros disse que o regulador está tranquilo.

«Temos a consciência que a Anacom fez tudo o que tinha de fazer» sobre a TDT, recordando que a DECO participou no processo.