Os representantes sindicais dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do castelo (ENVC) reúnem-se esta quarta-feira com o ministro da Defesa, em Lisboa, confirmou à Lusa fonte do gabinete de José Pedro Aguiar-Branco.

Esta reunião está agendada para as 15:30, no Ministério da Defesa Nacional (MDN), e resulta do pedido formalizado pela União de Sindicatos de Viana do Castelo, mandatada esta semana pelos trabalhadores para fazer contactos com a tutela e com o novo subconcessionário dos estaleiros (Martifer) sobre o processo de recrutamento em curso.

À Lusa, fonte oficial do ministério tutelado por Aguiar-Branco recordou que «no início do processo [concurso da subconcessão] foram apresentadas propostas e solicitados contributos no âmbito do plano social em curso, mas que não tiveram resposta da comissão de trabalhadores».

«O MDN está, como sempre esteve, disponível para dialogar, esclarecer e trabalhar em conjunto com todas as entidades no sentido de encontrar as melhores soluções no âmbito do encerramento da empresa, determinado pela abertura do processo da Comissão Europeia aos auxílios de Estado ilegais», disse a fonte.

Entretanto, os ENVC já pagaram 10 milhões de euros em indemnizações, a cerca de 150 trabalhadores que aceitaram rescindir os contratos com a empresa pública, conforme previsto no plano social lançado em dezembro.

Através de uma moção aprovada na segunda-feira, em plenário realizado na empresa, os mais de 450 trabalhadores que mantêm vínculo com os ENVC mandataram os representantes sindicais para encetarem contactos com a Martifer - novo subconcessionário -, e com o MDN.

O objetivo, de acordo com os sindicalistas, é esclarecer aspetos como o recrutamento pela nova empresa West Sea (grupo Martifer) dos atuais trabalhadores dos estaleiros, a construção dos navios asfalteiros para a Venezuela ou sobre os direitos adquiridos no fundo de pensões dos ENVC.

O MDN destacou igualmente a abertura, na passada quinta-feira, do processo de recrutamento pelo novo subconcessionário -(que prevê a integração de 400 trabalhadores durante o primeiro semestre e a prioridade no recrutamento entre os trabalhadores dos ENVC) , sublinhando que «vai ao encontro do objetivo estabelecido» pelo Governo.