O presidente do Conselho Económico e Social avisa que um programa cautelar pode ser tão duro como um resgate, se os partidos não chegarem a um entendimento. Silva Peneda defende um acordo entre as principais forças políticas, para evitar que seja Bruxelas a definir o futuro de Portugal.

Um entendimento de longo prazo para negociar um programa cautelar que seja bom para o país e não um segundo resgate. Silva Peneda, que esta semana em Bruxelas chamou de «pirolito» o programa cautelar, diz que, se não forem os políticos portugueses a conseguir o melhor para o país, será Bruxelas e os seus burocratas a levarem a melhor.

O presidente do Conselho Económico e Social deixa muitas críticas à troika e à pouca abertura que demonstrou durante o programa de assistência. E deixa ainda um alerta. A saída de Portugal da assistência externa acontece numa altura em que decorrem eleições europeias e, por isso, a atenção portuguesa deve ser redobrada.