As tarifas transitórias de gás natural baixam hoje em todos os escalões de consumo, representando uma descida de 3,9% para os consumidores domésticos e pequenos negócios que ainda se encontram em mercado regulado.

Depois desta descida de 3,9% para os consumidores que têm um consumo anual inferior ou igual a 10.000 metros cúbicos, as tarifas voltam a baixar a 01 de julho, totalizando uma redução de 7,3% na fatura do gás natural.

No caso da pequena indústria, as tarifas descem hoje 6,5% e mais 5% a 01 de julho, enquanto para a média pressão a proposta implica uma redução de 9,4% agora e 2,8% em julho.

A descida da fatura do gás natural justifica-se pela “diminuição do preço do petróleo no último trimestre de 2014”, a queda dos custos com os acessos às infraestruturas reguladas (rede de distribuição do gás natural) e ainda a “afetação da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) aos custos do sistema nacional de gás natural”, para a qual estão previstos 50 milhões de euros, segundo o regulador.

O ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, anunciou em fevereiro que a atualização tarifária do gás natural iria refletir o alargamento da CESE aos contratos de gás, traduzindo-se numa redução das faturas de 3% a 5%, resultante da contribuição aplicada à Galp por benefícios em contratos de aquisição de gás com a Nigéria e a Argélia.

Segundo as contas da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), as novas tarifas transitórias implicam “para os orçamentos familiares característicos, uma redução de cerca de um ou dois euros numa fatura média mensal de cerca de 13 ou 25 euros”, conforme os agregados sejam, respetivamente, compostos por duas ou quatro pessoas.

As novas tarifas vão aplicar-se aos cerca de 510 mil consumidores ainda no mercado regulado, uma vez que outros 840 mil, segundo números de fevereiro, estão atualmente no mercado liberalizado do gás natural.