Cerca de 1,2 milhões de clientes deixaram a tarifa regulada de eletricidade em 2013, ano que terminou com 2,26 milhões de clientes no mercado livre, segundo dados divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

«O mercado livre atingiu, em dezembro, um número acumulado de cerca de 2.269 mil clientes, tendo sido o crescimento líquido neste mês de cerca de 121 mil clientes face a novembro», de acordo com o resumo informativo do mercado liberalizado de eletricidade, segundo o qual, «desde o final de 2012 até ao final de 2013, entraram cerca de um milhão e 205 mil clientes no mercado livre».

Em dezembro de 2013,o número de clientes no mercado livre cresceu 5,6%, cerca de 1,6 pontos percentuais acima do aumento verificado em novembro, sendo que, desde dezembro de 2012, o número de consumidores no mercado livre «mais do que duplicou».

O mercado livre representou, em dezembro, 72,6% do consumo total em Portugal continental.

Em dezembro, foram registadas 7.170 mudanças de carteira entre comercializadores em mercado livre e 8.194 clientes cessaram a atividade no mercado sem fazer outro contrato de fornecimento.

EDP, Endesa e Iberdrola, os três principais operadores de mercado, representaram, em conjunto, cerca de 85,5% dos fornecimentos de energia no mercado livre e detinham cerca de 94% dos clientes.

A EDP Comercial continuou como o principal operador no mercado livre, quer em número de clientes (cerca de 84% do total de clientes), quer em consumos (cerca de 44% dos fornecimentos).

Em dezembro, a EDP aumentou em 0,5 pontos percentuais a quota em número de clientes e cerca de 0,6 pontos percentuais a quota em consumo, face ao mês anterior.

Nota para a Endesa (que viu a sua quota em número de clientes baixar 0,5 pontos percentuais em dezembro, face a novembro) que, «no ano de 2013, apenas em julho não perdeu quota de mercado».

Relativamente a consumos abastecidos, além do crescimento da EDP Comercial, em dezembro, a Gas Natural Fenosa e a Iberdrola registaram um aumento de quota de 0,5 pontos percentuais e 0,3 pontos percentuais, respetivamente.

Já a Endesa registou uma redução da sua quota de mercado em 1,4 pontos percentuais e a Fortia uma queda de 0,1 pontos percentuais.