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Energia: saldo importador agravou-se 27,7% em 2011

Valor chega já aos 7,1 mil milhões de euros

Por: Redacção    |   2012-05-02 16:35

O saldo importador de produtos energéticos aumentou 27,7 por cento em 2011, face ao ano anterior, cifrando-se em 7,1 mil milhões de euros (MME), indica um relatório da Direção-Geral de Energia e Geologia.

Segundo o documento, fechado a 30 de abril e consultado esta quarta-feira pela Agência Lusa, o «aumento generalizado dos preços de importação de todos os produtos energéticos» nos mercados internacionais - que cresceu na ordem dos 30 por cento face a 2010 -, e a desvalorização do euro face ao dólar, «afetaram negativamente este saldo importador».

Em 2010, Portugal registava um saldo importador energético de 5,561 MME, valor que cresceu assim, em 2011, mais de 1,5 MME. No ano 2009, esse mesmo saldo era de 4,9 MME.

O relatório acrescenta que, em termos globais, o saldo importador nacional «espelha o elevado peso» do valor de importação do petróleo bruto e refinados, que cresce 28,5 por cento, bem como do gás natural, que aumentou 18,7 por cento, ou da energia elétrica, que subiu 28,9 por cento.

A hulha, utilizada na produção de eletricidade nas centrais térmicas, aumentou 66,4 por cento.

A Direcção-Geral de Energia e Geologia conclui que em 2011 o aumento do saldo importador de energia, face a 2010, foi 27,7 por cento, depois da quebra de 40,8 por cento em 2009 e da subida de 13,8 por cento em 2010.

Isto porque as importações nacionais de energia atingiram no ano passado os 10,5 MME - um crescimento de 28 por cento -, quando em 2009 eram de 6,4 MME e em 2010 de 8,2 MME.

Já as exportações, apesar de reduziram em quantidade, fecharam o ano com um aumento de 28,8 em termos de valor, face ao incremento dos preços internacionais. Portugal exportou em todo o ano passado 3,4 MME, contra 1,5 MME em 2009 e 2,7 MME em 2010.

Os produtos refinados, com 4,6 milhões de toneladas, valeram ao saldo exportador nacional cerca de 3,3 MME em 2011.

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