
Os funcionários públicos japoneses começam, a partir desta terça-feira, a deixar os casacos e gravatas em casa e a ir trabalhar de manga curta, no âmbito da campanha «cool biz», que pretende reduzir o consumo de energia com a chegada do calor.
A iniciativa é desenvolvida desde 2005 e pretende promover a redução do uso do ar condicionado e, assim, contribuir para a poupança energética num país que tem apenas um dos 54 reatores nucleares em operação devido à crise na central de Fukushima.
Depois do acidente ocorrido naquela infraestrutura, na sequência do sismo e tsunami de março do ano passado, a paragem dos reatores para inspeções poderá causar problemas de fornecimento de energia durante o verão, período em que a procura normalmente dispara, já que, antes do desastre, o Japão dependia em 30 por cento da energia nuclear, escreve a Lusa.
No próximo sábado, o único reator nuclear operacional será paralisado, o que culminará num apagão nuclear total no Japão.
A campanha «cool biz», que antecipa a «super cool biz», a partir de junho, começou como uma iniciativa do Ministério nipónico do Ambiente para permitir aos funcionários públicos vestirem roupas mais confortáveis e, assim, manter a temperatura nos escritórios em 28 graus para combater o aquecimento global.
Hoje, em Tóquio, a «cool biz» chegou num dia chuvoso, com temperaturas abaixo das habituais para a época do ano e numa altura de feriados conhecida como «Semana Dourada», o que impede constatar o alcance da campanha nas ruas da capital japonesa, que contam com um menor fluxo de trabalhadores.
Além destas campanhas, o Governo pretende reativar os reatores das centrais nucleares que passarem nos testes de resistência a catástrofes naturais e debate, por isso, o assunto com as autoridades locais, que já manifestaram a sua oposição.