O Banco de Portugal reviu em baixa, no Boletim Estatístico divulgado esta quinta-feira, o rácio de dívida pública, dos 131,4% estimados em agosto para 130,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

O valor continua a ser maior do que o registado no segundo trimestre, quando o rácio da dívida pública se situava nos 127,1% do PIB.

A alteração na estimativa do Banco de Portugal pode dever-se a alterações nas estimativas do PIB, uma vez que, desde agosto, o INE publicou novas estatísticas relativas ao Produto, segundo as quais a economia nacional cresceu 1,1% no segundo trimestre.

Excluindo o valor dos depósitos detidos pela administração pública, a dívida pública situa-se nos 193,2 mil milhões de euros, o equivalente a 118% do PIB, face aos 115,8% registados no final de março.

Recorde-se que estimativa inscrita na sétima avaliação da troika ao programa de ajustamento português para o conjunto do ano aponta para uma dívida pública de 202,1 mil milhões de euros.

O relatório mostra ainda que o endividamento das empresas públicas se agravou para 48,2 mil milhões de euros, o que corresponde a 29,4% do PIB, e que nas empresas privadas, pelo contrário, o endividamento desceu para 303 mil milhões de euros, ou 185,4% do PIB.

Mas a queda mais significativa registou-se no endividamento das famílias, de 163,7 mil milhões de euros em março para 162 mil milhões de euros em junho. Este valor corresponde agora a 98,9% do PIB.