O acordo assinado no memorando da troika, em 2011, estipulava que o Estado teria de arrecadar 5,5 mil milhões de euros com as privatizações, mas em janeiro deste ano o valor já tinha sido ultrapassado. Esta sexta-feira o Estado já tem amealhou 7,4 mil milhões de euros com as privatizações.

Isto porque entrou mais dinheiro nos bolsos do Estado: a Parpública, empresa estatal, concluiu a venda dos restantes 31,5% que ainda detinha nos CTT, por 343 milhões de euros.

Em dezembro do ano passado, o encaixe foi de 579 milhões com a primeira fase da privatização dos Correios de Portugal.

Na lista das privatizações constavam empresas como a ANA Aeroportos de Portugal, TAP e CP Carga, EDP, REN, Correios de Portugal, EGF e outras empresas de menor dimensão.

A primeira a arrancar foi a privatização da EDP, em dezembro de 2011, com o anúncio da venda de 21,35% da elétrica à China Three Gorges, por 2,69 mil milhões de euros.

Em fevereiro de 2012, deu-se a venda de 40% da REN aos chineses da State Grid (25% do capital) e aos árabes da Oman Oil Company (15%), por 593 milhões de euros. A segunda fase da privatização, dos restantes 11% da empresa, rendeu 157 milhões de euros já este ano.

No caso da ANA a compra rendeu 3,08 mil milhões de euros aos sofres do Estado, pagos pela da Vinci.

No caso da TAP, o Governo reabriu o processo de privatização em junho, com uma nova avaliação, superior à avaliação inicial. Esta sexta-feira Pais do Amaral confirmou à TVI que formalizou o interesse na compra da TAP, mas para já não são conhecidos valores.

O dossiê Empresa Geral de Fomento também ainda não está fechado: depois de um relatório da Parpública e Águas de Portugal a recomendar a escolha da SUMA, do grupo Mota-Engil, as empresas concorrentes têm agora até à próxima quarta-feira para entregar eventuais contestações.

Os argumentos enviados serão analisados e incluídos no relatório que vai ser entregue ao Governo, a quem cabe a decisão final sobre o vencedor.

Mais atrás, o processo da CP Carga, que ainda não foi lançado. Já no caso das empresas públicas de transportes de Lisboa e do Porto, o processo está mais avançado mas ainda não há caderno de encargos.