O Governo de Angola recebeu da China, desde o final do ano passado, oito mil milhões de dólares em empréstimos para financiar projetos. Com isso, o rácio da dívida sobre o PIB vai aumentar para quase 60%, de acordo com a Fitch.

Esta agência de notação financeira, que na sexta-feira desceu o rating do país ainda mais em território de não investimento, nota que "o Governo escolheu financiar o défice principalmente pelo aumento da dívida em vez de recorrer às almofadas orçamentais".

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Só da China, dizem os analistas, Angola recebeu 8 mil milhões de dólares, qualquer coisa como 7,11 mil milhões de euros, ao câmbio de hoje, "em empréstimos para projetos desde o final do ano passado, o que vai levar a que a dívida pública chegue perto dos 60% no final deste ano, uma subida face aos 24,5% de 2013, e acima [dos países que têm um 'rating' de nível] 'B', cuja média está nos 56%", cita a Lusa.

Esta agência de rating prevê que a economia angolana estagne este ano, com o crescimento a descer de 3,3% em 2015 para 0% este ano. Antecipa, também, que o país cresça menos de 4% ao ano até final da década.

No relatório que dá conta da descida do rating para 'B', a Fitch prevê que Angola cresça 0% este ano, acelerando para 3,5% e 3% nos dois anos seguintes, e sempre abaixo de 4% até ao final da década.