O Governo grego e responsáveis da troika de credores internacionais da Grécia iniciaram hoje um novo ciclo de negociações, em Atenas, tendo em vista ultrapassar as divergências e desbloquear nova prestação do empréstimo concedido ao país.

Os chefes de missão da União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), Matthias Morse, Klaus Mazuch e Poul Thomsen, chegaram ao Ministério das Finanças grego hoje à tarde, constatou um fotógrafo da France Presse.

Ao fim da tarde está prevista uma reunião com o ministro do Desenvolvimento, Costis Hadzidakis, e haverá ainda encontros com outros ministros que tutelam áreas nas quais devem ser aplicadas as reformas exigidas pelos credores.

A chegada da troika coincidiu com uma greve de 24 horas dos médicos dos hospitais, que se manifestaram em frente ao Ministério da Saúde contra a fusão de hospitais. Os médicos dos centros de saúde anunciaram a continuação até 19 de dezembro de uma greve iniciada em finais de novembro contra a reestruturação destes estabelecimentos.

Os credores e o Governo grego discordam quanto à dimensão do défice orçamental para 2014 e às medidas necessárias para o cobrir.

O ritmo das privatizações e a continuação da reestruturação da função pública são outros pontos de atrito.

Esta missão de avaliação da troika começou em setembro e foi várias vezes interrompida.

A chegada da troika a Atenas ocorre depois de nos últimos

dias terem circulado informações contraditórias sobre o regresso dos chefes da missão, interpretadas como uma pressão sobre a Grécia para avançar com as reformas.

Se esta avaliação for concluída com êxito deverá ser desbloqueada uma tranche de mil milhões de euros, no quadro do segundo programa de assistência ao país.