O grupo alemão Siemens anunciou esta sexta-feira que vai fazer um corte de 7.000 empregos em todo o mundo, dos quais 3.300 na Alemanha, com a intenção de cortar custos de mil milhões de euros até 2016.

A empresa alemã, segundo a agência EFE, adiantou que os mil milhões de euros poupados em salários serão canalizados para iniciativas de crescimento, produtividade e inovação, que permitirão criar mais 11.000 empregos, 1.500 dos quais na Alemanha.

O presidente da Siemens, Joe Kaeser, disse que com esta nova redução de pessoal encerra-se a reestruturação do grupo, anunciada em outubro do ano passado.

A diretora de recursos humanos, Janina Kugel, afirmou que já se iniciaram conversações com os representantes dos trabalhadores na Alemanha para encontrar soluções socialmente éticas e evitar despedimentos forçados.
A Siemens prevê que o número de empregados em todo o mundo permaneça estável porque é intenção da empresa contratar mais de 11.000 trabalhadores nos quatro primeiros meses deste ano.

Joe Kaeser referiu no comunicado que estes despedimentos permitirão levar a Siemens a um ritmo de crescimento sustentável e ficar mais perto dos seus concorrentes.

A Siemens vai investir em 2015 mais de mil milhões de euros, dos quais 400 milhões de euros serão em vendas, outros 400 milhões de euros em investigação e desenvolvimento e cerca de 300 milhões de euros «em ativos tangíveis».

Além disso, a empresa quer acelerar os processos de decisão, pelo que vai eliminar níveis intermédios e dará mais responsabilidades às regiões e divisões.

A agência Lusa está a tentar obter uma reação do grupo na Alemanha para saber se esta reestruturação afeta a operação da Siemens em Portugal.