O ministro da Economia lançou esta terça-feira o desafio à Bosch para que dobre o número de investigadores e engenheiros para 500 a médio prazo em Portugal e sublinhou que o grupo «é bom para o crescimento económico» do país.

António Pires de Lima visitou hoje a Bosch na sua sede em Schillerhöhe, Estugarda, acompanhado do secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e pelo representante da Bosch em Portugal, João Oliveira, tendo ainda mantido uma reunião um dos membros do conselho de administração do grupo, Uwe Raschke.

Pires de Lima apontou que a Bosch fatura em Portugal mais de 800 milhões de euros e que tem cerca de 3.200 pessoas a colaborar diretamente no mercado português, com «vários centros de produção, alguns dos quais são centros tecnológicos do ponto de vista mundial, como é o caso da indústria de desenvolvimento termal em Ovar e Aveiro, além do centro de mobilidade», em Braga.

Destas 3.200 pessoas, cerca de 250 estão a trabalhar na área da investigação e desenvolvimento, apontou o governante.

«Com os investimentos de reforço que a Bosch está a fazer em Portugal, o objetivo claro que temos, que assumimos do ponto de vista de Governo e da Administração Pública, é que este número de investigadores, engenheiros a trabalhar em Portugal dobre nos próximos anos», disse.

Ou seja, que «passe de 250 para pelo menos 500 no médio prazo e que a faturação da empresa continue a crescer a um ritmo interessante, forte», já que «mais de 90% dessa faturação é dirigida para a exportação» de produtos com uma «altíssima tecnologia e com alto valor acrescentado que fica retido em Portugal», sublinhou o ministro.

«A Alemanha é seguramente um país que nos interessa que esteja ainda mais comprometido com este processo de recuperação económica que agora estamos a viver em Portugal», afirmou o ministro da Economia, que salientou que a atração do investimento, «nomeadamente o investimento produtivo é a pedra de toque fundamental para que esta recuperação económica se possa consolidar e agigantar ao longo dos próximos anos».

Nesse sentido, a Bosch é «seguramente um exemplo de uma empresa que está em Portugal há mais de 100 anos e que especialmente ao longo das últimas década tem feito de Portugal um país central na sua estratégia de investimentos em várias áreas de negócio que são determinantes» para o grupo, acrescentou António Pires de Lima.

O ministro citou o slogan publicitário «Bosch é bom» para acrescentar que «é bom para o emprego, é bom para o crescimento económico, é bom para Portugal».

«O meu objetivo da visita hoje à Bosch foi reforçar os laços entre o Estado português, o Governo português e a companhia, e trabalhar nos planos de investimento e de apoio da parte do Estado português de forma a que empresa continue a ser um referencial de criação de riqueza, de criação de emprego qualificado e possa também ser usada como um embaixador de Portugal privilegiado em todo o mundo para atrairmos investimento», concluiu o governante.

Pires de Lima prossegue na quarta-feira a sua visita de dois dias à Alemanha, com uma visita Daimler, em Estugarda, e à feira dos têxteis Heimtextil, em Frankfurt.