O ano de 2014 foi pródigo em negócios, mas foi o Estado que mais dinheiro encaixou, com negócios de maior monta. O negócio do ano, porém, foi feito logo em janeiro, depois do Governo aprovar a compra de 80% do capital das seguradoras da Caixa Seguros aos chineses da Fosun, uma operação que ascendeu aos mil milhões de euros.

O Estado também avançou no calendário das privatizações: alienou os 31,5% que ainda detinha nos CTT, participação vendida por 343 milhões de euros, e relançou a privatização da TAP, operação que quer ter fechada no primeiro trimestre do ano.

A alienação da Empresa Geral de Fomento à Mota-Engil, permitiu ao Estado, através da Águas de Portugal, aumentar o encaixe e privatizar o setor da gestão dos resíduos.

No setor privado, este foi um ano no mínimo conturbado para a PT e também para várias empresas do Grupo Espírito Santo. No caso da PT, 2014 é marcado pelo sim dos acionistas à fusão com a Oi, um negócio que fica em águas de bacalhau, depois da Oi aprovar a venda da PT Portugal aos franceses da Altice. Apesar de ainda faltar o sim dos acionistas da PT SGPS, que estão sob uma oferta pública de aquisição da Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos, tudo indica que o negócio se vai concretizar, por 7,4 mil milhões de euros.

No grupo GES, as falências ultrapassaram os negócios: a Rioforte vendeu Espírito Santo Viagens ao fundo suíço Springwater e a Fidelidade ficou com a Espírito Santo Saúde. Mas o Tribunal do Luxemburgo declarou insolventes várias empresas do grupo, a saber: Rioforte, Espírito Santo ControlEspírito Santo International, Espírito Santo Financial Group e Espírito Santo Financiére.

Mas as falências não se cingiram ao grupo GES e os despedimentos chegaram também ao setor da banca: O espanhol BBVA anunciou que apesar de não encerrar a operação em Portugal, conforme chegou a ser noticiado, vai encerrar 43 agências e despedir 177 trabalhadores

Destaque ainda para o desaparecimento da Moviflor, que anunciou o encerramento das lojas a partir de 01 de outubro e o despedimento de todos os funcionários. Recorde-se que a empresa estava num plano especial de recuperação, mas cujos trâmites não cumpriu.

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