A Oi vai eliminar 1.070 postos de trabalho da empresa já este mês, o que corresponde a 6% do quadro de funcionários diretos. É mais uma etapa do plano de reorganização iniciado no quarto trimestre de 2014.

Os cortes atingem todos os níveis  empresa e somam-se ao corte de cerca de 150 diretores e gerentes em outubro passado.

O ajustamento faz parte da estratégia do presidente da Oi, Bayard Gontijo, de fortalecer a saúde financeira da empresa, que tem alto endividamento e ainda se ressente da fracassada fusão com a PT.

Os encargos com as demissões serão contabilizados no resultado da Oi do segundo trimestre.

A Portugal Telecom SGPS e a Oi acordaram esta terça-feira um novo modelo de estrutura societária e de governo desta empresa, que inclui a eliminação da necessidade de criação da Corpco, que combinaria os negócios das duas primeiras no Brasil. 

«O ano de 2015 é desafiador em todo o contexto macroeconômico do país e também no setor de telecomunicações. Considerando este cenário e os próprios desafios da companhia, a Oi desenvolveu um plano orçamentário para 2015 para assegurar ganhos de produtividade e de rentabilidade», disse a Oi à Reuters.

«Mesmo com a redução do quadro funcional, (a Oi) continua sendo um dos maiores empregadores do Brasil, gerando cerca de 177 mil empregos diretos e indiretos em todo o território nacional», acrescentou a companhia.