No segundo trimestre do ano o Departamento de Gestão de Risco da Crédito y Caución registou 4.396 novos processos de insolvência, uma queda de 5,2% em relação ao período homólogo.

A queda é mais significativa no setor empresarial, onde a redução do número de insolvências alcançou os 14%. A distribuição setorial é muito semelhante à que foi registada no último trimestre: o setor Serviços acumula 51% dos processos de falência. No que respeita às famílias, a evolução é mais contida, tendo-se estabilizado o número de insolvências.

“Estes resultados refletem os sinais positivos que a economia portuguesa começa a mostrar, fator essencial para o crescimento da confiança do tecido empresarial português na recuperação e estabilização da economia naiconal. Assistimos assim, a uma inversão de tendência já de alguma forma consistente e que pensamos manter-se nos semestres futuros”, explica Paulo Morais, Diretor da Crédito y Caución em Portugal e Brasil.


As insolvências judiciais empresariais estão longe dos 500 processos trimestrais, o nível médio registado a longo prazo.  
Durante a crise, os níveis de insolvência judicial em Portugal aumentaram cinco vezes: dos 3.113 processos de 2008 até aos 18.809 de 2013, ano que registou um máximo histórico. 2014 marcou, pela primeira vez, uma inversão de tendência na evolução dos níveis de insolvência portugueses.