O presidente executivo da NOS, Miguel Almeida, afirmou que não precisa de consolidação para concretizar os seus objetivos, sublinhando que a operadora tem o seu projeto e caminho.

«Na perspetiva da NOS, temos o nosso projeto e objetivos que estamos a executar. Temos o nosso caminho, por isso a consolidação é tema que não nos diz respeito», disse Miguel Almeida no debate sobre o Estado da Nação das Comunicações, a decorrer no âmbito do 24.º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações.

Quer no debate, quer depois à margem do evento, Miguel Almeida foi questionado sobre o interesse de Isabel dos Santos na PT SGPS, já que a empresária angolana, através da Terra Peregrin, lançou uma Oferta Pública de Aquisição sobre a empresa portuguesa. Por outro lado, a empresária detém ao mesmo tempo metade do capital da ZOPT, veículo que detém 50,1% da NOS.

«Não faço quaisquer comentários à ação dos meus acionistas, seria uma falta de respeito», disse Miguel Almeida à margem do evento.

Já sobre a eventual venda da PT Portugal pela brasileira Oi, Miguel Almeida afirmou não ver «qual é o problema da cor do dinheiro ou da nacionalidade dos acionistas».

«A PT Portugal, empresa operacional, é uma grande empresa, é líder de mercado, independentemente dos acionistas continuará a ser uma grande empresa. É verdade que não tem o centro de decisão em Portugal, ao contrário da NOS, mas também não creio que isso seja um enorme drama», afirmou.

Além disso, o presidente executivo da NOS lembrou ainda que se se recuar algum tempo, o capital da PT «tinha de tudo, espanhóis, mexicanos e nesse sentido não era uma empresa portuguesa».