António Mexia mostrou esta terça-feira «uma vontade clara» de continuar a dirigir os destinos da EDP como presidente por mais um mandato.

O gestor em fim de mandato, que falava à margem da apresentação dos resultados anuais da EDP, afirmou aos jornalistas que «a decisão depende dos acionistas» mas que gostaria de continuar a liderar «o projeto EDP».

Mexia classificou o projeto EDP como «ímpar em Portugal, que tem conseguido fazer história», sendo hoje «a maior empresa portuguesa e o maior investidor em Portugal, que tem contribuído para o crescimento da economia».

Para António Mexia, «a vontade é clara de poder, mais uma vez, continuar um projeto que marca a diferença e dá mais oportunidades a Portugal».

O gestor está há oito anos como presidente executivo da EDP.

A EDP fechou o ano passado com lucros atribuíveis aos acionistas de 1.040 milhões de euros, mais 4% do que em 2013, divulgou hoje a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Já o resultado líquido de 2014 subiu 6% para 1.264 milhões de euros, ano que António Mexia, presidente executivo da EDP, classificou como o ano de «resiliência» em que houve impactos positivos, «como maior hidraulicidade, boa gestão e controle de custos» e impactos negativos, como «os custos regulatórios e maior impacto dos impostos».

António Mexia referiu que o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fixou-se em 3.642 milhões de euros em 2014, mais 1% em termos homólogos.

No ano passado, o investimento global do grupo foi de 1.794 milhões de euros, uma queda de 20%, dos quais 1.000 milhões foram em Portugal, sendo que as cinco centrais hídricas em construção atingiram 85% do nível de conclusão. O presidente da EDP observou que, como está no plano de negócios, o investimento deverá continuar a cair até 2017.

A EDP terminou 2014 com uma dívida líquida de 17.000 milhões de euros, menos 41 milhões de euros dos registados no final de 2013.