A polaca Biedronka da Jerónimo Martins mantém a prioridade de estimular o crescimento das vendas para atingir os 11.000 milhões de euros em 2017, abaixo dos 12.000 milhões da meta anterior, e vai investir entre 700 e 800 milhões no período.

Numa apresentação no âmbito do Biedronka's Day, que decorre em Varsóvia, a número dois do retalho em Portugal e líder do retalho alimentar na Polónia, que quer abrir no mínimo 300 novas lojas com o formato atual até 2017.

Até final de Setembro último, a JM tinha 2.527 lojas Biedronka, cujas vendas subiram 9,7% para 6.200 milhões nos nove meses de 2014, contudo a margem EBITDA desceu para 7% no final de Setembro contra 8 % um ano antes.
«A nossa oportunidade de crescimento na Polónia mantem-se inalterada», afirmou a JM.

«Com o crescimento de vendas como a nossa prioridade principal, estamos comprometidos em construir momentum de vendas, com o objetivo de atingir 11.000 milhões de euros em 2017, conscientes de que a deflação alimentar será um desafio», referiu na apresentação do plano para entre 2015 e 2017.

Adiantou que a Biedronka vai investir de 700 a 800 ME no período, cerca de 40% dos quais «para melhorar o atual parque de lojas», enquanto o objetivo é «atingir uma margem EBITDA acima de 6,5%».

Adiantou que a Biedronka quer potenciar a sua proposta de valor «com um sortido mais forte e melhor experiência de compra».

«(A Biedronka quer) fortalecer os princípios fundamentais: liderança de preço mais forte, foco na proximidade, expansão e rigorosa disciplina de custos», afirmou.

Frisou que, entre 2015 e até 2017, haverá uma «forte geração de Cash Flow», assente num forte crescimento dos volumes, margem sólida e gestão rigorosa do capital circulante.

«(A Biedronka prevê um) Cash Flow Operacional de 1.500 ME, após investimento em Capex», disse, adiantando que quer «aumentar o Return on Invested Capital principalmente através da rotação dos ativos».