Esta semana vai ser preenchida em termos de divulgação de dados macroeconómicos e de resultados de empresas, quer na Europa, quer nos Estados Unidos (EUA), que vão prender as atenções dos investidores.

Quanto a resultados, em Portugal, será a vez de serem apresentadas as contas da Sonae Sierra (dia 5), da Altri e da Cofina (dia 6). Na Europa, serão várias empresas a divulgarem os seus resultados, nomeadamente, Bank Of Ireland (dia 3), Beiersdorf e Rwe (dia 4), Adidas, Scor e Carrefour (dia 5), Continental, Deutsche Telekom, Orange, Jc Decaux e Telecom Italia (dia 6), Fraport e Gea Group (dia 7).

Nos Estados Unidos da América (EUA), destaque para a Autozone (dia 4), Brown-Forman (dia 5), Costco Wholesale, Joy Global e Staples (dia 6).

No que toca a indicadores, no dia 3, «espera-se que o valor final do PMI Indústria da zona euro confirme um abrandamento do ritmo de expansão da atividade transformadora em fevereiro (a recuar de 54 para 53)», antecipou à agência Lusa Ramiro Loureiro, analista do Millennium investment banking.

Em Portugal, serão divulgadas as vendas a retalho e a produção industrial, referentes a janeiro.

«Antecipa-se ainda uma aceleração do ritmo de crescimento da indústria do Reino Unido em fevereiro (PMI a melhorar de 5,7 para 56,9). Nos EUA, a indústria deve ter acelerado em fevereiro (ISM a passar de 51,3 para 52), o rendimento pessoal crescido 0,2% em janeiro e a despesa pessoal 0,1%», resumiu o especialista.

Na terça-feira, dia 4, o índice de preços no produtor (IPP) da zona euro «deve mostrar queda homóloga de 1,3% em janeiro, efeito que a passar para o consumidor (IPC) pode gerar descida da inflação homóloga (que se encontra nos 0,8%)», sublinhou Ramiro Loureiro.

Para quarta-feira, dia 5, «antevê-se que o valor final do PMI Serviços da zona euro confirme uma ligeira aceleração do crescimento terciário em fevereiro (a subir de 51,6 para 51,7)».

Além disso, «os analistas estimam ainda que as vendas a retalho na região do euro tenham crescido 0,8% em janeiro face ao mês anterior e que o PIB da zona euro se tenha expandido 0,3% no 4.º trimestre, com subida homóloga de 0,5%», frisou.

Nos EUA, as atenções vão estar voltadas para o Beige Book da Fed, para se perceber qual o ritmo económico e setorial nos 12 estados da Reserva Federal, e para o ISM serviços (mercado antecipa abrandamento em fevereiro, de 54 para 53,6).

Na China será revelado o PMI Serviços medido pela Markit.

Na quinta-feira, dia 6, «espera-se que o BCE [Banco Central Europeu] mantenha a taxa de juro diretora da zona euro nos 0,25%, sendo que o mercado quererá saber quais as projeções e os planos do BCE para estimular a economia. As encomendas às fábricas na Alemanha devem ter crescido 7,6% em termos homólogos. O Banco de Inglaterra também comunica as decisões da sua reunião. Nos EUA, realce para a divulgação das encomendas às fábricas e dos pedidos de subsídio de desemprego», sintetizou o analista.

Por fim, na sexta-feira, dia 7, «espera-se pela confirmação de que a produção industrial alemã tenha registado subida homóloga de 3,9% em janeiro. Nos EUA, são aguardados dados de criação de emprego, taxa de desemprego, balança comercial e crédito ao consumo», acrescentou o responsável.

Em termos de dívida pública, a França financia-se segunda-feira com emissões de títulos de dívida de curto prazo. No dia 5, será a vez da Alemanha e, dia 6, de Espanha e França, desta feita com emissões de longo prazo.