O presidente da Galp Energia considera «discriminatória» a taxa sobre os contratos de gás, aprovada na Assembleia da República no dia 06 de março.

Em declarações à TVI, em Londres, Ferreira de Oliveira garantiu que vai recorrer aos meios legais disponíveis para combater a nova legislação.

A proposta de lei do Governo que visa o alargamento da contribuição extraordinária do setor energético mereceu a abstenção do PS, PCP e BE e os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e PEV. 

No debate sobre a proposta na Assembleia da República, em fevereiro, o ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, assegurou que as receitas decorrentes do alargamento da CESE ao gás natural vão ser canalizadas para os consumidores e que «não vai absolutamente nada para as despesas do Estado». 

Com esta alteração ao diploma sobre a CESE, o Governo estima arrecadar 150 milhões de euros relativos a benefícios da Galp com contratos de gás natural.