Os CTT assinaram esta segunda-feira com os onze sindicatos um novo Acordo Empresa, válido para os próximos dois anos, e um novo Regulamento do Sistema das Obras Sociais, o sistema interno de saúde e proteção social dos Correios.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os CTT referem que este novo AE «reforça um enquadramento laboral ajustado às especificidades da empresa, promovendo um bom clima social e relações coletivas de trabalho estáveis, elementos fundamentais» para a empresa enfrentar os desafios.

«Nesse sentido, prevê um maior alinhamento com condições legalmente definidas, a não continuação de alguns subsídios específicos, a harmonização do horário de trabalho e a aplicação de aumentos de 2% nas remunerações base, o que sucede nos CTT pela primeira vez em cinco anos», adianta.

O novo Regulamento do sistema das Obras Sociais dos CTT «mantém um nível de proteção elevado, mas equilibrado, racionalizando a utilização dos benefícios», refere a empresa, que acrescenta que foi aumentada «a comparticipação dos beneficiários no sistema, através do aumento das quotas mensais e dos copagamentos a cargo, mantendo-se o caráter abrangente do sistema e reforçando-se algumas medidas de apoio social».

Já as alterações em matéria de plano de saúde, subsídios e tempo de trabalho «promoverão uma redução anual dos custos da empresa, enquanto os aumentos salariais terão um impacto de sentido inverso».

De acordo com a empresa liderada por Francisco de Lacerda, «estas alterações terão também impactos financeiros ao nível das responsabilidades com o plano de saúde, que serão divulgados na comunicação dos resultados do ano de 2014, em 04 de março de 2015».

Os acordos agora obtidos com os onze sindicatos representantes dos trabalhadores dos CTT «permitem melhorar a agilidade e capacidade de resposta» da empresa «às necessidades dos seus clientes, ao mesmo tempo que mantém de forma sustentável os sistemas de apoio internos aos colaboradores», concluem os Correios de Portugal.