A empresa Fumados do Douro, de Armamar, que tem cerca de 100 trabalhadores, está em risco de fechar, segundo o PCP, que vai pedir ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social para que sejam tomadas medidas que permitam manter em laboração e os postos de trabalho.

“Foi de forma acidental que os cerca de 100 trabalhadores tomaram conhecimento do processo de insolvência deliberado pelo tribunal para a empresa. Sem que nada o fizesse esperar, uma vez que apenas ainda não foi pago aos trabalhadores o salário do mês passado, sabe-se agora que a empresa Fumados Douro foi declarada insolvente em meados de abril"

É o que denuncia um comunicado da concelhia do PCP, adiantando ainda que apenas no passado dia 5 de maio, "através de pessoal dos escritórios", a situação chegou ao conhecimento dos trabalhadores.

Segundo este partico, a empresa labora há mais de trinta anos e, desde que em 2004 foi adquirida pela atual administração, “é a principal empregadora do concelho de Armamar”, tendo tido “avultados investimentos na modernização do seu aparelho produtivo, com recurso a fundos da União Europeia, após os quais foi considerada pelo anterior Governo e pela imprensa como um exemplo a nível nacional”, cita a Lusa.

Neste âmbito, o partido apela à “unidade e firmeza dos trabalhadores na luta pela defesa dos postos de trabalho”, prometendo que o seu grupo parlamentar vai interpelar o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social sobre este assunto.

O PCP vai pedir ao governante para “que sejam apuradas as responsabilidades da administração da empresa nas ações de gestão ruinosa que conduziram ao processo de insolvência” e que, “tendo em conta o peso económico e social da Fumados Douro para o concelho de Armamar, sejam tomadas todas as medidas que preservem a laboração da empresa e a manutenção dos postos de trabalho atuais”.

Já os órgãos de poder local do concelho são desafiados a tomarem "posição pública de solidariedade com os trabalhadores e a encetar diligências pela continuidade da laboração da empresa, no absoluto respeito pelos direitos dos trabalhadores”.

De acordo com o PCP, no ano passado, a empresa Douro Sul, de Lamego, que opera “no mercado da conservação e comercialização das frutas e que era dirigida pelo principal dono da Fumados Douro, entrou igualmente em insolvência”, tendo atualmente um Plano Especial de Recuperação.

“O mesmo empresário foi protagonista da mediática e controversa aquisição da cadeia de supermercados algarvios Alisuper, que entretanto alienou, não sendo claras as condições em que o fez”, acrescenta.