A responsável de comunicação corporativa do grupo Dia, dono das lojas Minipreço, desvaloriza as queixas dos franquiados contra a cadeia retalhista espanhola e salientou que «é normal» existirem divergências.

«Temos mais de três mil franquias em todos os países, é normal que haja algum tipo de ocorrências», disse Nieves Alvarez, salientando que as queixas não são representativas e que o Dia ainda não perdeu nenhuma ação judicial.

A responsável do Dia afirmou que «é normal» haver divergências contratuais com fornecedores e franquiados e garantiu, por outro lado, que o Dia «cumpre a legislação vigente em cada país», escusando-se a dar detalhes sobre a política de promoções ou contratos, por serem confidenciais.

No início de janeiro, a Associação dos Franquiados e Ex-Franquiados do Minipreço acusou o Dia de vender abaixo do preço de custo e responsabilizou o grupo pela falência de cerca de mil empresários, números que a empresa contestou posteriormente, afirmando nunca ter tido mil franquias em Portugal.

Até setembro de 2014, o grupo Dia contava com 345 lojas próprias e 291 franquias em Portugal. As lojas em regime de franquia, ou «franchising”» adquirem direitos para explorar o conceito de negócio e marca de uma determinada empresa, neste caso o Dia, ficando o investimento a cargo de cada empresário.

Nieves Alvarez lembrou que «os anos de crise foram muito duros» e admitiu que algumas franquias mais pequenas terão sentido dificuldades, atribuindo algumas falências à má gestão.

Destacou ainda que a rede de franquias «é estável» e deve crescer tanto em Portugal, como em Espanha, onde existem mais de 1500 lojas com este regime.

O grupo espanhol fechou os primeiros nove meses de 2014 com lucros de 173 milhões de euros, mais 5% do que no período homólogo, e está presente em cinco países: Portugal, Espanha, China, Argentina e Brasil.

A responsável do Dia afastou a possibilidade de expansão para mais países no curto prazo.

«Primeiro queremos crescer e consolidar nos países onde estamos e que são bastante grandes. Não estão previstas saídas nem entradas», adiantou.

Quanto à abertura de novas lojas e investimentos previstos para Portugal este ano, remeteu as novidades para depois da apresentação dos resultados anuais da empresa, agendada para o dia 23 de fevereiro.