A loja da Conforama de Gaia, destruída num incêndio em fevereiro, reabre em novembro ampliada e com a recuperação de todos os postos de trabalho e integração de novos colaboradores, no total de 57 pessoas.

Numa nota de imprensa enviada à Lusa, a empresa anuncia a reabertura da loja da Afurada, em Gaia «no próximo mês, dentro do prazo previsto» desde que, a 12 de fevereiro, um fogo de grandes dimensões com início pelas 05:30 destruiu a loja e o armazém de móveis, que vende igualmente eletrodomésticos, têxteis e outros artigos para o lar.

A Conforama, que na altura do incêndio indicou empregar 40 pessoas, diz que a reabertura garante «a recuperação de todos os postos de trabalho aos trabalhadores que os ocupavam antes de ter encerrado», bem como «a integração de novos colaboradores, num total de 57 postos de trabalho».

Nesta reabertura, a loja de Gaia vai também ter um espaço maior, contando com “«mais de 5.100 metros quadrados de exposição», diz a Conforama.

As instalações contavam antes com uma área de 12.057 metros quadrados, dividida por três pisos.

O diretor-geral da Conforama Ibérica, Manuel Estévez, relembra que, após o incidente, foi assumido «o compromisso com a região» de que «tudo seria feito para que, ainda este ano, os dias voltassem à normalidade, com os postos de trabalho restituídos e a oferta à população do Porto novamente respondida».

O Ministério Público acusou dos crimes de incêndio e de furto os três alegados autores do assalto às instalações da lojas de móveis da Conforama, em Gaia, na madrugada de 12 de fevereiro deste ano.

De acordo com nota publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, cada um dos arguidos vai responder pela prática, em coautoria, de um crime de incêndio, explosões e outras condutas especialmente perigosas, um crime de furto qualificado na forma tentada e um crime de furto.

Ainda de acordo com a acusação, as chamas colocaram também em perigo as habitações existentes nas traseiras das instalações comerciais da Conforama, obrigando mesmo à evacuação de três casas.

«Só por si, o valor dos prejuízos reportado ao valor dos bens que se encontravam para venda nas instalações atinge 1,5 milhões de euros», refere a nota da Procuradoria.

Um dos arguidos está em prisão preventiva à ordem deste processo e os outros dois cumprem pena à ordem de outros processos.