A Coca-cola vai abrir uma fábrica em Gaza. A unidade deverá começar a laborar em 2015 e irá dar trabalho a centenas de palestinianos, adiantou Emad al-Hindi, diretor-geral da National Beverage Company ao The Washington Post.

Aliás, foi já esta segunda-feira que, segundo a Reuters, os palestinianos, com a aprovação israelita, começaram a importar maquinaria para a fábrica.

Atualmente já existem três franchises da marca na Cisjordânia e uma fábrica da Pepsi em Gaza, mas é a primeira vez que a Coca-Cola parece no cenário. «Temos exportado produtos regularmente para Gaza, com a aprovação das autoridades palestinianas e israelitas», afirmou Zahi Khouri, presidente executivo da empresa. O responsável acrescenta que «fazia sentido a nível comercial ter uma unidade [em Gaza] para que consigamos vender o produto a um custo mais baixo».

Mas a tarefa não foi fácil: a empresa necessitou da aprovação da Autoridade Palestiniana e das Forças Armadas Israelitas. E paga impostos apenas ao banco sedeado na Cisjordânia, ao invés de pagar ao governo de Gaza, controlado pelo Hamas, em parte para contornar as leis contra o financiamento do terrorismo.

Recorde-se que a Coca-cola tem sido criticada pelo apoio a Israel, e é um dos principais alvos do movimento de boicote a Israel.