A Confederação Empresarial de Portugal defende que é necessário transformar as propostas feitas pela Estrutura de Missão para a Capitalização de Empresas “num programa com impacto imediato”. O Governo indicou, em maio, quer serão destinados 1500 milhões de euros para este fim.

Para a CIP, as propostas constituem “uma base de trabalho de grande utilidade”, mas para tirar o melhor partido delas e obter resultados a curto prazo, “é preciso transformá-las num verdadeiro programa com vista a ultrapassar os constrangimentos à capitalização e financiamento das empresas nacionais”, lê-se em comunicado.

Daí os patrões advogarem que é preciso calendarizar as medidas enquadráveis num programa “de execução imediata ou a curto prazo”. Como?

"É necessário discuti-las devidamente com as organizações empresariais, de modo a identificar aquelas que devem ser consideradas prioritárias e suscetíveis de execução a curto prazo, no quadro de um programa de emergência”.

Mais: será também necessário completá-las com medidas que “visem um impacto a curto prazo sobre as empresas economicamente viáveis com maiores dificuldades financeiras e sobre o elevado nível de crédito malparado na carteira de ativos dos bancos (nomeadamente através de um veículo especializado na reestruturação destas dívidas e/ou na sua conversão em capital)”.

A CIP considera ainda que a tutela deve iniciar desde já a preparação de um programa a mais longo prazo, que integre as medidas menos prioritárias ou de mais difícil implementação.

“A CIP apela à ambição e urgência exigida pela situação financeira em que se encontra um grande número de empresas economicamente viáveis e pelo risco de uma nova onda de falências, com reflexos muito negativos sobre o emprego”

A entidade representa, através da sua rede associativa, 114.566 empresas, que empregam 1.541.539 trabalhadores e têm um volume de negócios de 105.208 milhões de euros.