Com a compra da Espírito Santo Saúde, em que a Fidelidade (dos chineses da Fosun) pagará cerca de 478,5 milhões de euros, o investimento total da China em empresas portuguesas sobe para os 5,65 mil milhões de euros nos últimos três anos, escreve o Diário Económico.

O valor corresponde a 40% dos montantes envolvidos em fusões e aquisições tendo empresas portuguesas como alvo. Nos últimos três anos, o total situou-se em 14,28 mil milhões de euros, que incluem não só as compras de capital de empresas, mas também a compra direta de grandes participações em entidades portuguesas.

Os chineses juntam agora ao seu portfolio a área da saúde, mas os setores de eleição têm sido a energia e os seguros. Na energia, o investimento chinês atinge 3,43 mil milhões de euros, nas compras das participações da REN e na EDP e também na aquisição de ativos da EDP Renováveis.

As entidades individuais mais ativas foram a China Three Gorges e os franceses da Vinci. As empresas portuguesas foram responsáveis pelas compras de apenas 15% do total de fusões e aquisições. E, em alguns negócios, as aquisições foram feitas em parceria com investidores estrangeiros.