António Carrapatoso deixa no final do ano as funções de presidente do Conselho de Administração da Vodafone Portugal para se dedicar a projetos de cidadania e profissionais, sendo substituído pelo presidente executivo, Mário Vaz, que acumulará os dois cargos.

Segundo um comunicado da Vodafone Portugal, o fundador da Telecel, mais tarde Vodafone Portugal, vai dedicar-se a projetos de cidadania, profissionais e empresariais e abandona a 31 de dezembro, data em que termina o seu mandato, o cargo que exercia desde 2009.

As funções de chairman (presidente do Conselho de Administração), adianta o comunicado, «passarão a ser, por acumulação, da responsabilidade do atual presidente executivo da Vodafone Portugal, Mário Vaz».

António Carrapatoso foi presidente executivo da Vodafone Portugal até ao final de 2009 e, desde então, mantinha-se apenas como chairman não executivo, «o que lhe permitiu lançar os seus próprios projetos empresariais e de cidadania».

«Este período de transição, inicialmente previsto para dois anos, prolongou-se até agora, quando finda mais um mandato», lê-se no comunicado.

Carrapatoso sublinha que a ligação à Vodafone Portugal representa «cerca de 25 anos dedicados a um dos projetos mais entusiasmantes e com maior dimensão e impacto no setor das telecomunicações e na própria economia portuguesa» e diz que vai «iniciar, agora, também com o mesmo entusiasmo, novas etapas» na sua «vida empresarial e profissional».

O presidente executivo da Vodafone Portugal, Mário Vaz, considera que António Carrapatoso «ficará para sempre ligado à história de sucesso da Vodafone Portugal, empresa de que foi seu fundador e primeiro colaborador».

António Carrapatoso foi o primeiro colaborador e presidente executivo da Telecel, tendo coordenado em 1990/91 a elaboração de uma candidatura concorrente à atribuição da segunda licença de telecomunicações móveis (GSM) em Portugal, que venceu entre as sete candidaturas apresentadas por outros concorrentes, tendo a licença sido concedida em outubro de 1991.

Um ano depois, a operadora iniciou o serviço ao público «com uma marca poderosa» e que muito contribuiu para o desenvolvimento do setor das telecomunicações em Portugal, lê-se no comunicado, e, no final de 1996, pelas mãos de António Carrapatoso a Telecel entrava na bolsa de valores.

Em 1999, a acionista maioritária da Telecel, a americana Airtouch, foi comprada pelo Grupo Vodafone, mudando de nome em 2001 para Vodafone Portugal, operadora que deixou em 2003 de estar cotada em bolsa ao ser totalmente integrada no grupo britânico.