O presidente executivo da PT Portugal, Armando Almeida, admitiu que a venda desta empresa, detida pela brasileira Oi, «é uma opção, mas como outras opções».

«É uma opção neste momento sim, mas como outras opções», disse Armando Almeida, no debate sobre o Estado da Nação das Comunicações a decorrer no âmbito do 24.º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações.

Questionado sobre como se pode gerir uma empresa sem se saber o que quer afinal o acionista, Armando Almeida afirmou: «Já passei por este tipo de situações várias vezes e digo que numa situação em que tenho de escolher aciono, faço alguma coisa. Temos de continuar a fazer as coisas certas para esta empresa».

Armando Almeida frisou que «é parte da responsabilidade» do executivo da empresa «provar ao acionista que este é o trabalho certo para esta empresa».

O presidente executivo reiterou que «apesar de tudo» o terceiro trimestre foi «o melhor» da operadora e deixou uma palavra sobre os trabalhadores, afirmando que para «as pessoas que estão na PT é a primeira vez» que uma situação destas acontece, mas que «mesmo assim mantiveram foco total no cliente».

«A malta da PT vem a jogo e joga», disse.

À margem do congresso, o ministro da Economia afirmou que «só se justificaria algum tipo de intervenção da parte do Estado [na PT] se houvesse um risco de desmembramento».

O governante reiterou que o Executivo acompanha «com interesse» os desenvolvimentos que envolvem a PT, mas voltou a rejeitar qualquer interferência neste âmbito.