O Estado é um dos principais responsáveis por uma cultura de atraso nos pagamentos.

Em causa está um estudo liderado por Augusto Mateus que foi encomendado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), citado pela «TSF», que conclui que, se o Estado e todas as empresas pagassem a horas a economia portuguesa, num ano, cresceria 3% e criaria 120 mil postos de trabalho.

Já as administrações públicas pagam, em média, a 133 dias - mais do dobro do prazo acordado.

O mesmo estudo conclui que em dezembro de 2012, o Estado tinha mais de 4,6 mil milhões de euros de pagamentos em atraso (faturas com mais de 90 dias) às empresas.

O Ministério da Economia diz que não há novidade na tese e admite que o Estado é, de facto, mau pagador. Um reconhecimento faz parte da resposta que a «TSF» recebeu do gabinete do ministro Pires de Lima.