O presidente da Confederação Empresarial da CPLP pretende dinamizar a livre circulação de pessoas, bens e mercadorias no espaço lusófono e criar uma marca própria, com produtos de origem e qualidade dos países membros.

«É desta forma (com a livre circulação) que vamos estimular as parcerias estratégicas no mercado da CPLP, nomeadamente ao nível das importações e exportações, e posteriormente também fora do bloco, com o desenvolvimento de produtos e a criação de uma marca CPLP», disse à Lusa Salimo Abdula.

O empresário moçambicano está pela primeira vez em Lisboa na condição de presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), fundada em junho de 2004.

Salimo Abdula foi empossado no cargo a 17 de julho, em Maputo, durante o 1.º Encontro Económico e Empresarial Público-Privado da CPLP.

«Hoje, em termos de economia em escala (global), juntos somos mais fortes do que um país ou os empresários de um país sozinho», referiu.

Para Abdula, «trata-se de um projeto que, certamente, irá identificar, promover produtos de vários tipos oriundos dos Estados membros da CPLP que serão destacados pela sua origem e qualidade».

«Então, é necessário que os empresários possam circular livremente entre os nossos países sem esses excessos de burocracia dos vistos, das complicações, dos sistemas administrativos e processuais que cada Estado membro possui», disse.

«É necessário que possamos ultrapassar isso, de forma que os cidadãos lusófonos possam sentir-se protegidos em qualquer dos países da CPLP e possam exercer sua atividade laboral e de empreendedorismo livremente», acrescentou.

O presidente da confederação declarou que pretendem uma maior aproximação e o diálogo permanente com o setor empresarial da CPLP, «através das suas respetivas estruturas e entidades representativas».

Abdual referiu que é necessário realizar uma dinamização «das nossas organizações económicas, de forma que possamos obter, em conjunto, uma melhoria do ambiente económico e de negócios dentro dos países membros da CPLP».

O empresário moçambicano indicou ainda que é necessário agilizar os processos de concessão de vistos de entrada para pessoas dos países observadores da CPLP.

«Recentemente, assinámos um acordo com as câmaras de comércio da Guiné Equatorial com objetivo de juntarem-se à confederação empresarial para compartilhar as sinergias de novos mercados», disse.

A Guiné Equatorial é um dos países observadores da CPLP, que entretanto já realizou o pedido para se tornar membro permanente do bloco lusófono.

Os acordos com a Guiné Equatorial foram assinados durante o 1.º Encontro Económico e Empresarial Público-Privado da CPLP, evento no qual a CE-CPLP celebrou também acordos com a TAP, com o Millenium BCP, Brand New-Grupo de Comunicação e com a Universidade Lusófona.

Hoje, foram assinados outros dois protocolos, um com a SOFID (Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento) e outro com a empresa PHD.

Segundo Abdula, o protocolo assinado com a SOFID irá oferecer «oportunidades de financiamento» para as empresas que são membros da CE-CPLP.