O Tribunal de Comércio de Vila Nova de Famalicão decretou esta quarta-feira o encerramento da Ricon Industrial SA, associada da marca Gant, depois de a assembleia de credores ter aprovado o relatório do administrador da insolvência, que apontava para o fecho daquela empresa.

O grupo Ricon, constituído por oito empresas, apresentou-se à insolvência em finais de 2017, tendo sido já declarado o encerramento e liquidação dos ativos da holding do grupo numa assembleia de credores realizada na terça-feira.

Na segunda-feira, os perto de 800 trabalhadores da Ricon receberam as respetivas cartas de despedimento, ainda com o salário do mês de janeiro e metade do subsídio de natal por pagar.

Na assembleia desta manhã foi anunciado que os salários de janeiro seriam processos e pagos nos "próximos dias".

Administrador de insolvência quer “vender a empresa no seu todo”

O administrador de insolvência da Ricon, de Vila Nova de Famalicão, disse esta quarta-feira que uma vez declarado o encerramento o objetivo é "vender a empresa no seu todo" e que "há sempre interessados para compras".

Pedro Pidwell, que falava aos jornalistas no final da segunda assembleia de credores marcada para esta manhã e das quais resultou o decreto de encerramento e liquidação de ativos da Ricon Industrial S.A e da Delcon, duas das unidades operacionais do grupo Ricon, explicou que as conversações entre investidores que decorreram até ao final do dia de terça-feira com o objetivo de "salvar" as fábricas "não se concretizaram".

A proposta que foi apresentada não foi aceite. Aquilo que me foi transmitido é que a proposta não se enquadra na orientação estratégica da Gant para Portugal", afirmou Pidwell.

O responsável pela gestão da insolvência adiantou que os investidores interessados eram "nacionais e estrangeiro" e que "apresentaram uma proposta à Gant que foi recusada".

O caminho a seguir, apontou Pidweel, é agora o da venda dos ativos.

Estamos a trabalhar para vender a empresa no seu todo porque é a forma de potenciar valor e o ressarcimento dos credores", disse.

Questionado sobre se havia já interessados na compra das fábricas, o responsável não quis concretizar.

"Há sempre interessados para compras. A partir de agora há um conjunto de ativos de empresas que estão prontas para retomar a laboração. Portanto, se houver interessados, estamos cá para isso", respondeu, explicando que "não é o momento" para revelar conversações.