Os trabalhadores da antiga Triumph, no concelho de Loures, vão manter-se em vigília junto às instalações até que o tribunal decrete a insolvência da empresa, disse hoje à Lusa uma dirigente do sindicato dos têxteis do sul.

"Vamos permanecer em vigília até ser nomeado o administrador judicial", disse à Lusa Manuela Prates, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Curtumes do Sul, acrescentando que espera "um despacho na segunda ou terça-feira sobre a declaração de insolvência da empresa".

O objetivo da vigília, organizada em turnos de quatro horas, é "impedir que a empresa retire determinados bens, como tentaram fazer durante a semana passada".

Houve algumas tentativas por parte de ex-gerentes e responsáveis da empresa em retirarem material da fábrica, nomeadamente "peças de roupa terminada" e automóveis, mas foram impedidos pelos trabalhadores.

A sindicalista contou que um antigo gerente a contactou para explicar que "não havia intenção de despejar o armazém, mas apenas de retirar produto acabado para que um cliente pagasse o equivalente a 30 mil euros", valor que seria usado para pagar a luz e despesas correntes.

Eu respondi que era precisamente por isso que o material não devia sair da empresa e que essa decisão teria de ser tomada pelo administrador judicial que deverá ser nomeado pelo tribunal", contou Manuela Prates à Lusa.

A 21 de dezembro os trabalhadores da antiga Triumph realizaram uma manifestação, em Lisboa, para pedir “acesso a uma fonte de subsistência”, face aos salários em atraso e ao processo de insolvência da empresa. Presente no protesto esteve o presidente da Câmara Municipal de Loures.