Os trabalhadores da EDP Distribuição vão iniciar uma nova greve ao trabalho extraordinário e em dias feriados, durante o mês de setembro, para contestar os cortes que acusam a empresa de ter feito «unilateralmente».

Em declarações à Lusa, o dirigente sindical da Fiequimetal, Franco Antunes, explicou hoje que os trabalhadores da empresa do grupo EDP vão iniciar a 03 de setembro o quarto período de greve ao trabalho suplementar desde outubro e que, desta vez, terá a duração de um mês.

Segundo o dirigente sindical, «a EDP Distribuição desrespeitou o Acordo Coletivo de Trabalho [ACT] de forma unilateral», implementando cortes na remuneração ao trabalho extraordinário e em dias feriado que «chegam aos 75%».

«A EDP está a fazer isto com um objetivo economicista, mas não aceitamos que uma empresa que dá fortunas adote esta medida altamente penalizadora para os trabalhadores», declarou Franco Antunes.

Segundo sindicalista, a greve abrange um universo de cerca de 250 trabalhadores dos piquetes e dos centros de despacho da empresa, que «pode pontualmente levar a algumas situações que ponham em causa o fornecimento de eletricidade».

Há um ano, na véspera da entrada em vigor da nova legislação laboral, a EDP anunciou a intenção de apresentar um novo ACT para ajustar salários, benefícios sociais e de saúde dos trabalhadores das empresas do grupo liderado por António Mexia.

A proposta pretende adequar o conteúdo do ACT «ao novo enquadramento legal laboral», assim como criar «um sistema único, aplicável aos trabalhadores de todas as empresas do setor elétrico português detidas a 100 por cento pela EDP, potenciando uma maior equidade e eficiência na gestão das pessoas», explicou.

A EDP escusou-se a comentar o novo pré-aviso de greve dos trabalhadores da EDP Distribuição.