A maioria dos desempregados não recebe subsídio de desemprego. Na verdade, em junho deste ano, pouco mais de 390 mil pessoas recebiam prestações de desemprego, ou seja apenas 41% do número total de desempregados contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Assim, só 4 em cada 10 desempregados são apoiados.

Dados da Segurança Social revelam que, no mês passado, existiam 392.951 beneficiários de prestações de desemprego (incluem subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego), menos 5.620 que em maio, mas mais 37.719 que em junho do ano passado.

De acordo com os dados mais recentes do INE, relativos ao primeiro trimestre deste ano, Portugal tinha um total de 952,2 mil desempregados.

O valor médio das prestações fixou-se nos 484,13 euros, face aos 501,85 euros observados um ano antes.

O Porto é o distrito com o número de beneficiários com prestações de desemprego mais elevado, tendo sido em junho atribuídos subsídios a 84.596 pessoas. Segue-se Lisboa, com 80.461 desempregados a receber prestações de desemprego.

Precisamente esta quinta-feira entra em vigor o corte de 6% nos subsídios de desemprego, previsto no Orçamento Retificativo.