As remessas financeiras que os trabalhadores emigrantes enviam para os respetivos países poderiam gerar mais 30 mil milhões de dólares em investimentos anuais na agricultura e ajudar os trabalhadores rurais a sair da pobreza, anunciou uma agência da ONU.

De acordo com dados do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), se fossem ampliadas as iniciativas no setor agrícola, o dinheiro enviado pelos emigrantes para a terra natal poderia gerar 30 mil milhões de dólares por ano para investimentos em áreas rurais.

De acordo com a agência da ONU, as remessas dos emigrantes «podem ajudar os trabalhadores rurais a sair da pobreza e da exclusão». Por isso, o IFAD defende mais estratégias para investir os 200 mil milhões de dólares enviados pelos emigrantes todos os anos para as áreas rurais.

Mais de 215 milhões de pessoas no mundo vivem fora do país de origem.

A agência da ONU salienta ainda que a maior parte das famílias que recebe o dinheiro dos emigrantes depende de serviços de transferência monetária que são caros.

Para o IFAD a redução do custo dessas transações deve ser uma prioridade, para reforçar a importância do papel das diásporas no desenvolvimento rural e agrícola.

De acordo com uma notícia da Radio ONU, o alerta da agência foi feito durante uma reunião conjunta com o Banco Mundial, em Roma, com a participação de representantes dos países do G-8, o grupo das maiores economias do mundo.