A Câmara de Peniche aprovou a instalação de uma nova fábrica de conservas e uma unidade de tratamento de pescado na cidade, «aprovámos a sua localização dentro do porto de Peniche e os projetos de arquitetura», disse António José Correia (CDU).

«Os dois projetos vão criar à volta de 50 a 60 postos de trabalho», anunciou. Contudo, «o licenciamento só vai acontecer, quando houver garantias de que as candidaturas são aprovadas», advertiu.

Segundo o autarca, os novos postos de trabalho a surgir podem chegar a uma centena, se vierem a ser aprovados fundos comunitários para uma segunda fábrica de conservas e um entreposto de marisco, projetos que ainda não deram entrada na câmara.

Os atuais fundos comunitários para a fileira da pesca, previstos no Promar, permitiram, segundo o autarca, «consolidar e criar» novos postos de trabalho no concelho, nos últimos três anos, com o financiamento de projetos de ampliação de unidades ligadas à transformação do pescado ou criação de novas.

Esse investimento veio também transformar postos de trabalho temporários em definitivos, como aconteceu na ESIP (European Seafood Investments Portugal).

A conserveira, com 700 postos de trabalho, assinou cerca de duas centenas de contratos de trabalho com trabalhadores precários, até aí requisitados apenas em épocas sazonais de aumento da produção.