O Estado pode ficar com a casa, o dinheiro em impostos e até alguns feriados como já aconteceu nos últimos dois anos, mas, ainda há motivos para sorrir em 2014, pelo menos no que às pontes e aos fins de semana prolongados dizem respeito.

Ao todo, Portugal tem nove feriados nacionais em 2014. Na prática, contam só oito, já que a Páscoa calha sempre ao domingo. Quase duas mãos cheias de dias de descanso complementar, que, se olhar com atenção para o calendário, pode fazê-los render e amealhar mais uns dias de folgas extra. A tvi24.pt ajuda-o a fazer as contas.

O ano de 2014, marcado pela austeridade, começou desde logo em grande para muitas famílias, com direito a umas mini-férias. Aproveitando que as crianças estão sem aulas, muitos somaram ao feriado de dia 1 de janeiro, quarta-feira, a tolerância de ponto dada ao setor público (e por alguns privados) no dia 31 de dezembro, terça. Metendo um dia de férias na segunda 30, vão cinco sem trabalhar.

De aproveitar, já que os 30 dias seguintes de janeiro e todo o mês de fevereiro são um deserto para atravessar sem direito a mais do que os dois dias de descanso semanal.

Março também não tem feriados oficiais, mas é oficiosamente adquirido que no Carnaval não se trabalha e ninguém leva a mal. Assim acontece quase sempre na administração pública. Parece uma questão semântica, já que no Entrudo quase todas as autarquias dão tolerância de ponto aos funcionários. Foi assim em 2013, ano de eleições autárquicas. Vamos ver como é em 2014 com os novos executivos. O Carnaval é dia 4 de Março e se tiver tolerância na terça, pode sempre gastar um dia de férias na segunda e começar o mês com quatro dias de descanso seguidos.

Abril também traz boas notícias. Dois feriados à sexta-feira. Precisamente, a Sexta-feira Santa a 18 e o 25 de Abril.

E, para não perder a embalagem, o Dia do Trabalhador abre o mês de maio a uma quinta. Se marcar um dia de férias para sexta, já faturou outro fim de semana prolongado.

Em Junho pode começar a antecipar o verão, com umas mini-férias. O Dia de Portugal, 10 de junho, calha a uma terça-feira e, se meter um dia de férias na segunda, fica uma ponte. Mas, pode acrescentar mais quilómetros, ou melhor, dias a esta ponte, caso trabalhe num dos municípios em que o feriado local é dedicado a Santo António, como é o caso de Lisboa. Ora, 13 de junho é uma sexta-feira, ou seja, com três dias de férias (segunda, quarta e quinta), pode ficar nove ao sol. A mesma sorte tem quem trabalha no Porto, por exemplo. O São João calha a uma terça-feira este ano.

O calor de julho pode ser difícil de suportar, sem um único feriado, mas agosto já traz o fim de semana prolongado de 15 de agosto, Assunção de Nossa Senhora.

Setembro é mês de regresso ao trabalho e à escola. Férias são para esquecer. E em outubro também.

Novembro segue o exemplo dos meses anteriores. Sem margem para pontes ou fins de semana prolongados.

E chega, finalmente, dezembro. O dia 1, da Restauração, já foi feriado, mas a agora não é. Sobra o dia da Imaculada Conceição, a 8 de Dezembro que, o calendário aponta para uma segunda-feira e permite três dias seguidos para fazer compras de Natal.

E o Natal traz um presente. Se 25 de Dezembro calha a uma quinta-feira, acumulando a tolerância de ponto de dia 24, pode guardar um dia de férias e gozá-lo na sexta, para ganhar cinco dias seguidos fora do trabalho. O mesmo princípio aplica-se na passagem de ano, para terminar o ano de 2014 em grande, tal como começou.

O calendário de 2014 acaba por ser generoso. Feitas as contas, este ano há quatro fins de semana prolongados e mais quatro pontes. A estas ainda se somam os casos do Carnaval e dos feriados municipais e as tolerâncias de ponto dadas pelo poder central e local e que muitos privados assumem também. Não é um produto financeiro, mas os seus 22 dias úteis de férias podem ganhar juros.