No primeiro semestre deste ano nasceram 2,5 empresas por cada uma que encerrou, com as novas entidades a aumentarem 10% homólogos, os encerramentos a estabilizarem e as insolvências a recuarem 8%, revela o barómetro Informa D&B.

“Em termos gerais, no primeiro semestre de 2015 todos os indicadores mantiveram as tendências de melhoria: aumento do número de nascimentos de entidades e redução do número de insolvências. Só o número de encerramentos regista uma ligeira subida (0,9%)”, sustenta o trabalho divulgado esta segunda-feira. 

Para a diretora-geral da Informa D&B, Teresa Cardoso de Menezes, “estes resultados são evidências de que o universo empresarial em Portugal é resiliente e que está em recuperação com alguma sustentabilidade”.


Segundo destaca, “2013 e 2014 foram os melhores anos de nascimentos desde 2009 e desde 2013 que o número de insolvências tem vindo a descer”.

No total, de janeiro a junho nasceram em Portugal 21.129 novas empresas e outras organizações, sendo que o nascimento de sociedades por quotas no 2.º trimestre ultrapassou o número de nascimentos de sociedades unipessoais, que lideravam desde 2011.

Conforme nota a D&B no relatório a que a Lusa teve acesso, desde 2013 que se regista uma tendência de crescimento dos nascimentos de empresas e o ritmo tem vindo a aumentar face aos períodos homólogos anteriores (no primeiro e no segundo trimestres de 2015 cresceu 9,5% e 10,6%, respetivamente).


Os distritos com mais empresas criadas

O nascimento de empresas e outras organizações cresceu em quase todos os distritos, com destaque para Lisboa, Porto e Braga, recuando apenas - e “com pouca expressão” - em Viana do Castelo e na Guarda.

Por setores, foi nos serviços que se registou um maior número de nascimentos, seguindo-se o retalho e o alojamento e restauração, mas a tendência de crescimento alargou-se a quase todos os setores, exceto o grossista (menos 2,5%) e as atividades financeiras (menos 18,3%).

Quanto aos encerramentos de empresas, depois do pico atingido em 2012 e das descidas de 2013 e 2014, mantiveram até junho valores homólogos semelhantes, com um “ligeiro aumento” de 0,9%, enquanto o número de insolvências manteve a tendência de descida, recuando 8,0% até junho.

A maioria dos encerramentos atingiu sociedades por quotas, tendo o número de fechos diminuído ou estabilizado em 13 dos 22 distritos em análise, com destaque para Lisboa, Porto e Braga com o maior número de encerramentos.

Em termos absolutos, os setores com maior número de encerramentos foram os serviços, o retalho e a construção.

Nos primeiros seis meses do ano, as insolvências mantiveram a tendência descendente iniciada em 2013, tendo-se registado 2.359 insolvências, menos 8% face ao período homólogo anterior.

A maioria dos distritos apresentou um decréscimo no número de insolvências e o retalho, as indústrias transformadoras e a construção foram os setores com o maior número de ocorrências, embora em todos eles tenha havido um decréscimo face a 2014.

Segundo a Informa D&B, apenas em quatro setores o número de insolvências aumentou, destacando-se o alojamento e restauração, com 209 insolvências iniciadas (mais 7,2% face ao 1.º semestre de 2014).