A Luso Finsa vai investir cerca de 35 milhões de euros numa nova linha de produção em Nelas, que vai permitir criar pelo menos 35 novos postos de trabalho, disse esta sexta-feira o presidente da câmara local, Borges da Silva.

«O volume de investimento que a Luso Finsa vai levar a cabo em Nelas, na ordem dos 35 milhões de euros, vem consolidar a empresa para os próximos 20 anos. É a garantia de que fica no concelho por muitos anos», realçou.

A empresa Luso Finsa - Indústria e Comércio de Madeiras instalou-se no concelho de Nelas em 1989, empregando atualmente cerca de 170 trabalhadores.

«Com a criação da nova linha de produção, prevê-se que a empresa venha a empregar pelo menos mais 35 pessoas, para trabalhar num novo produto, chamado superpan», informou.

Borges da Silva destacou que a Câmara de Nelas tem vindo a acarinhar e a acompanhar todos os possíveis investimentos no concelho, funcionando como «uma amiga do investimento».

«A Câmara de Nelas dá luz verde à criação de empresas ou à sua expansão, pois geram riqueza e vêm dinamizar todo o concelho. Por isso, adquirimos 45 mil metros de terreno, que colocámos à disposição da Luso Finsa a 50 cêntimos por metro quadrado», justificou.

De acordo com o autarca, até ao final de 2014 serão disponibilizados mais de 800 novos postos de trabalho em Nelas, fruto da fixação ou ampliação de empresas no concelho.

Na semana passada, o Grupo Aquinos anunciou que vai começar a produzir sofás no concelho de Nelas a partir de junho, criando cerca de 600 novos postos de trabalho (450 diretos e 150 indiretos).

«Em curso está também um investimento na Borgstena, que vai criar 50 postos de trabalho, e na Movecho que vai crescer cerca de 30 trabalhadores nos próximos meses», acrescentou.

O autarca pondera mesmo avançar com uma campanha para apelar à fixação de trabalhadores no concelho de Nelas e na região Dão Lafões.

«Vamos convidar as pessoas a imigrar para Nelas, em vez de emigrarem para o estrangeiro. Temos no concelho tudo o que é necessário: boas temperaturas, bons produtos, uma câmara municipal acolhedora e empresas com emprego», concluiu.