A multinacional de calçado Ecco, de origem dinamarquesa, deverá contratar até final de 2014 mais 300 trabalhadores para a sua fábrica de Santa Maria da Feira, anunciou esta quarta-feira o presidente da Câmara, Emídio Sousa.

Com instalações na freguesia de S. João de Ver, a referida unidade tem em curso, segundo o autarca, um projeto de renovação e ampliação que prevê o reforço da sua atual força laboral, que é de 861 trabalhadores.

O presidente da Câmara da Feira afirmou que o objetivo é «aumentar a capacidade de produção da fábrica» e revelou que 15 milhões de euros é o valor global estimado para o projeto, que deverá estar concluído «em maio deste ano».

Emídio Sousa fez estas revelações na sequência de uma reunião que manteve com o diretor-geral da Ecco, Gustavo Frederico Kremer, e com a gestora de recursos humanos, Maria José Lopes.

Contactada pela Lusa, a administração da Ecco portuguesa remeteu para daqui a alguns dias mais informação sobre as novas contratações.

Emídio Sousa disse, entretanto, que a autarquia está disponível para apoiar o empreendimento, nomeadamente «na resolução de algumas questões logísticas como o aparcamento», e declarou que o investimento em curso representa reconhecimento pela qualidade da produção nacional.

Em 2009, após a deslocalização da produção, a Ecco local contava com apenas 120 trabalhadores, essencialmente na área de investigação e desenvolvimento, mas, entre final de 2012 e meados de 2013, a empresa admitiu cerca de 420 novos funcionários.

Já em abril de 2013, a Câmara da Feira anunciou que a empresa pretendia empregar mais 200 pessoas e que, para o efeito, iria ser objeto de «um projeto de renovação das suas atuais instalações e de um plano intensivo de formação».

Gustavo Kremer, diretor-geral da Ecco da Feira, afirmou na altura que se iniciava assim «uma nova fase da Ecco em Portugal», em que se impunha «rentabilizar ao máximo os equipamentos e demonstrar que a mão-de-obra portuguesa é altamente qualificada».

Fundado em 1963, o Grupo Ecco era então o único grande produtor de calçado do mundo a deter toda a cadeia do processo produtivo. Os seus produtos estavam presentes em 91 países, sendo vendidos em 1.100 lojas próprias e em 14.000 outros pontos de vendas.

De base familiar, a marca empregava em 2013 cerca de 19.500 colaboradores em mais de 50 países. Fechou 2012 com um aumento de 14% no seu volume de negócios, sendo o lucro antes de impostos de 147 milhões de euros.