A Comissão Europeia destacou esta terça-feira o crescimento homólogo de 1,4% do emprego na União Europeia (UE) e zona euro no primeiro trimestre do ano, que representa mais 3 milhões de pessoas empregadas entre os 28 do que um ano antes.

Na análise trimestral de verão sobre emprego e a situação social da Comissão Europeia, Bruxelas destaca ainda a descida homóloga da taxa de desemprego de longa duração 0,6 pontos percentuais no último trimestre de 2015, representando agora 4,3% da força laboral da UE (5,4% da zona euro).

“Trata-se da maior diminuição desde o primeiro declínio do desemprego de longa duração observado em 2014”, refere a Comissão Europeia, numa nota que acompanha o documento.

De acordo com Bruxelas, a análise trimestral mostra também uma melhoria dos Estados-membros relativamente ao desemprego jovem, que desceu de forma mais acentuada nos países mais afetados pela crise.

A nível do desemprego jovem, em abril de 2016, os dados indicavam a taxa de 18,8% na UE (19% em março) e 21,1% na zona euro (21,3% em março).

Relativamente à produtividade, à exceção da Irlanda, na maioria dos Estados-membros da zona euro o crescimento da produtividade permaneceu abaixo dos 0,5%, Portugal incluído.

O número médio de horas semanais ao serviço também decresceu nos Estados-membros no primeiro trimestre de 2016, relativamente ao mesmo trimestre de 2015, destaca a Comissão Europeia.

Entre os dados disponíveis, a Grécia (com 42,3 horas semanais) e o Reino Unido (com 41,2 horas) são os países onde os trabalhadores a tempo inteiro trabalham mais horas semanais e com Portugal a surgir com uma média de 41 horas semanais.

Ao nível do trabalho a tempo parcial, a Suécia e França (com 23,1 e 22,3 horas semanais) foram os países onde se encontraram os valores mais elevados de horas de trabalho, contra países como Portugal (com 16,5 horas semanais), Finlândia (18,3) e Espanha (18,4), onde se encontram os mais baixos.