O secretário de Estado do Emprego, Octávio de Oliveira, revelou, esta sexta-feira, no auditório do Centro de Formação Profissional do Artesanato (CEARTE), em Coimbra, que o governo está a desenvolver um diploma de incentivo à formação e empreendedorismo no artesanato, artes e ofícios.

O diploma , que vai estar «finalizado em maio», deve incentivar a formação e criação de «microempresas» e postos de trabalho no setor do artesanato. Segundo a lusa, vai ser igualmente apresentado outro diploma relativo à certificação do artesanato para «valorizar» e dar «maior identidade e fiabilidade» aos produtos.   

Octávio de Oliveira destacou a aposta do Governo no «empreendedorismo da necessidade», quando as pessoas, «esgotadas as suas oportunidades e o seu posto de trabalho, encontram no pequeno negócio a solução de emprego», e no «empreendedorismo de oportunidade», quando os cidadãos «por gosto, decidem investir na sua área».

As declarações do secretário de Estado do Emprego foram feitas na sessão de encerramento da apresentação do CEARTEaidlabs, um serviço de apoio à microempresa e ao setor do artesanato.

«O Governo considera que este [o artesanato] é um setor muito importante para a criação de emprego, para a economia, para a cultura e para o património», sublinhou.

Durante a sessão, o secretário de Estado realçou também a descida da taxa de desemprego de 17,5% em janeiro de 2013 para 13%.

Uma análise do Centro de Estudos Sociais (CES) revelou, na quinta-feira, que o mercado de trabalho em Portugal se encontra numa «situação depressiva» e a descida gradual dos números do desemprego, a partir de 2013, tem sido contrariada pelo número de desempregados que não é contabilizado pelas estatísticas.

De acordo com a análise feita pelo CES da Universidade de Coimbra, considerando as diversas formas de desemprego, o subemprego e estimativas sobre a situação laboral dos novos emigrantes, a taxa real de desemprego poderia situar-se, no segundo semestre de 2014, em 29% da população ativa, caso os trabalhadores emigrados tivessem ficado no país.

Confrontado com o estudo, o secretário de Estado confessou que o crescimento económico «ainda não é suficientemente robusto».