A meta acordada entre o Governo e a troika, em 2011, apontava para uma redução média de 2% do número de funcionários públicos, mas a diminuição foi praticamente o dobro dos objetivos traçados: desde dezembro de 2011 já saíram da administração pública quase 80 mil funcionários, escreve o Jornal de Notícias.

No final do ano em que Portugal teve de recorrer à troika, existiam 726.764 funcionários públicos, mas um ano depois tinham recuado para 699.185, uma quebra de 3,9% e quase o dobro da meta fixada.

No ano seguinte a redução foi de 3,7% e este ano, entre janeiro e setembro, a redução ascende aos 4%. Tudo somado, entre dezembro de 2011 e setembro de 2014 saíram da administração pública 79.898 trabalhadores.

Na maioria dos casos (76,4%), o vinculo dos funcionários era de contrato por tempo indeterminado. Seguem-se os 11,5% que foram nomeados, 94% que tinham contrato a termo  e 2,7% que estavam em comissão de serviço, cargo político ou mandato.